Esta página arquiva um comentário registrado no artigo original do Grupo Ananins intitulado “Carregadores nocturnos”: cabras e galinhas para “Macumba”?. O artigo examina como o termo “macumba” foi utilizado na imprensa brasileira do século XIX para estigmatizar práticas religiosas de origem africana. O comentário foi registrado em 1 de novembro de 2023, conforme indicado na URL.
No Brasil do século XIX, as religiões de matriz africana eram frequentemente criminalizadas. Jornais como o Jornal do Commercio (RJ) e o Jornal do Pará noticiavam casos em que o transporte noturno de animais – cabras e galinhas – era interpretado como indício de “feitiçaria”. A expressão “carregadores nocturnos” aparece nessas reportagens como uma forma de descrever pessoas que, à noite, carregavam animais vivos, gerando suspeitas e medo. Essa cobertura jornalística contribuía para associar as comunidades africanas e seus descendentes a práticas ilícitas e demoníacas.
O artigo do Grupo Ananins analisa essas fontes com rigor histórico, mostrando como o termo “macumba” foi ressignificado pejorativamente. Originalmente um instrumento de percussão, “macumba” passou a designar, no imaginário popular, todo tipo de feitiçaria ou ritual não cristão. Essa mudança de sentido revela o preconceito racial e religioso presente na sociedade brasileira do século XIX. Ao estudar tais representações, o Grupo Ananins contribui para a desconstrução de estereótipos e para a valorização das religiões afro-brasileiras como parte fundamental da história do Brasil.
Para ler o artigo completo e acessar outros conteúdos sobre história da Amazônia, ensino de história e historiografia, visite a página inicial ou o artigo original. O Grupo Ananins é um grupo de estudos e pesquisas em História, localizado em Ananindeua (PA), dedicado à produção e divulgação do conhecimento histórico.